quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Power of the People

A democracia viu a sua essência florir pela primeira vez na Antiga Grécia, no século V a.C. Revelou-se uma grande inovação em termos de regime político para todos os Helenos, uma vez que era a primeira vez (após monarquias, oligarquias e tiranias) que o poder era exercido pelos cidadãos. Na altura, a definição de “cidadão” era claramente distinta daquela a que estamos habituados, actualmente.
“Cidadão” era apenas o homem filho de pais atenienses, de 18 anos e com o serviço militar cumprido. Outro curioso facto era a sobreposição do Estado relativamente aos indivíduos e as sentenças aplicadas àqueles que se opunham ao regime (o ostracismo ou até mesmo a morte, como confirmou o filósofo Sócrates).
Uma circunstância ainda mais curiosa, quiçá até mesmo engraçada, é o facto de a suposta “democracia contemporânea” ainda ser exercida pelos “cidadãos”, apesar da definição desta palavra se enquadrar apenas num interessante grupo social (aquele grupo ao qual o novo foge e o velho suspira). Estou a falar de nada mais, nada menos que da classe dos políticos. Umas licenciaturas com uns mestrados à mistura, uns diplomas e mais uns cursos universitários (o de Engenharia de preferência, já que é “porreiro” e fácil de obter) e já se pode ser considerado um VERDADEIRO cidadão.
Sentados na sua colina (parlamento) da “querida” acrópole (Assembleia da República), este grupo batalha ferozmente (chegando ao extremo de apontar chifres à oposição, como nos transmitiu o ilustre (ou não) Manuel Pinho) para chegar a um determinado consenso que pode ser tido como: “a maneira menos óbvia de lixar a função pública”. “Como pode dizer isso?!”, perguntarão indignados os leitores. Ora, semelhante à democracia ateniense, sempre existiu a classe dos reis (cidadãos) e a dos cavalos (escravos). Quem é que tinha de auxiliar e sofrer com os erros dos senhores? Quem tinha de acompanhar e auxiliar a educar (em parte) os filhos destes? A resposta era óbvia: Os escravos.
Passemos então para um panorama mais actual: Quem tem que cumprir horários extraordinários em troca de um salário que mal chega para pagar as contas e comprar a latinha de comida para o gato? Quem é extorquido dos seus direitos (subsídios de Natal, reformas, ordenados) para ajudar a “classe superior”? Quem perde tudo se ousar “morder a mão” daquele que lhes dá “ossos”? A resposta mais uma vez é óbvia: os funcionários públicos.
Não é todos os dias que se ouve que X funcionário recebe menos de 600€ por mês? Não se vê professores cansados, na meia-idade, lutando por voltar a aprender o português (que daqui a poucos anos com estes acordos ortográficos, à semelhança de “Mudasti”, vai ter “Eu amo você” como expressão oficial do quotidiano)? E até mesmo fora da função pública, não se presencia médicos (que salvam vidas) ganhar 3000€, professores (que tentam “ tirar a cabeça” dos jovens dos “morangos”) a ganhar menos de 1500€, enquanto que políticos (cuja presença ou não no parlamento não faria diferença) que permitem o endividamento de Portugal, a entrada de Romenos que, tal como sanguessugas se aproveitam da quase obsoleta economia do país, recebem mais de 9000€ e mandam os filhos estudar para os EUA, França, Inglaterra e Alemanha, enquanto que os restantes são forçados a permanecer em escolas decadentes, com fugas de água, falta de aquecimento e bibliotecas mais esquecidas que os restos de Alexandria?
Vivemos numa oligarquia, o poder está com os ricos, já que os membros das classes baixas já nem devem saber ler nem escrever no meio de tantas mudanças a nível da língua e da ortografia (a julgar pela grande quantidade de votos em branco nas eleições).
Por estes e outros propósitos deveria o nosso actual “Primeiro” assumir a velha máxima socrática (“só sei que nada sei”), aplicada no seu sentido literal. Seria bonito de ver.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

RESCOM





A defesa do espaço aéreo nacional depende da Força Aérea Portuguesa, para isso, foi necessário activar uma unidade de Resgate e combate (RESCOM/CSAR), para dar apoio às tripulações. As operações CSAR são efectuadas por forças devidamente treinadas e apoiadas por uma eficiente estrutura orgânica. As equipas RESCOM-CSAR são uma parte integrante da capacidade CSAR, vital para a concretização desta operação e têm por finalidade a recuperação de tripulantes abatidos em território hostil, ou estar numa situação difícil, para isso, têm que estar equipados e treinados de modo a poderem receber apoio CSAR no teatro de operações.

Para Portugal poder participar nestas operações no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), ou de qualquer outra organização internacional, é necessário que as Forças Armadas possuam uma RESCOM e estejam devidamente treinadas e equipadas para essa finalidade. Assim, é fundamental reajustar os métodos e a organização à nova realidade, pois é a posição de Portugal na comunidade Internacional que é reforçada ao participar nestas operações de paz, mas é também necessário garantir que se as condições de mediação e de implementação de paz se alterarem para as condições de combate, há a capacidade de desempenhar as novas funções.

O Curso de qualificação RESCOM-CSAR é composto pela seguinte formação:

a. Formação Base.

(1) Curso Sobrevivência;

(2) Curso Fuga Evasão;

(3) Estágio de NBQ;

(4) Estágio Tiro Prático.

b. Qualificação RESCOM-CSAR.

(1) Estágio de operações aéreas especiais, apoio a operações aéreas.

c. Formação Complementar.

(1) Curso de Socorrismo Avançado

(2) Estágio infiltração e exfiltração

(3) Estágio de Montanhismo

(4) Estágio de Sniper

(5) Estágio de Salto de Pára-quedas

(6) Estágio de Demolições

Toda a tripulação de uma aeronave abatida espera que sejam movidos todos os meios ao alcance da organização para a sua recuperação, para isso, a criação de equipas RESCOM-CSAR. Desde a II Guerra Mundial a maioria das Forças Aéreas têm mantido uma capacidade de SAR de tempo de guerra. Esta capacidade é baseada na premissa de que a recuperação em combate é uma acção essencial nas operações aéreas tácticas, sendo as principais componentes.

a. O facto dos tripulantes terem consciência que têm uma boa hipótese de serem recuperados em território hostil, aumenta a sua motivação e consequentemente o seu desempenho nas missões;

b. Negar ao inimigo, as importantes fontes de informações; fazer regressar para reutilização de um recurso humano experiente e critico em combate.

Se a sobrevivência é a arte de permanecer vivo, então a equipa RESCOM-CSAR, será uma equipa do futuro, que com o treino apurado, a aprendizagem dos métodos e procedimentos mais apropriados será o futuro para a recuperação de tripulantes em situação de combate ou em território hostil.




Haverá melhor emprego que este?

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

''Estes Putos''

Um marco na história do Fado em Portugal, que afinal de contas, antecipava com uma perfeição extrema a brincadeira a que chegamos.

Viva Carlos do Carmo!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais uma

Ora, reparei recentemente que após completar mais de um mês de existência, estava ainda ausente neste blog a presença de "Hades", razão pela qual creio que está na hora e mais que na hora de dar o meu próprio "abanão" a este espaço.

Recentemente foi-me possível ler no "Jornal de Notícias" um artiogo deveras interessante ao qual tecer um comentário se provou impossível, uma vez que para qualquer português atento ao regime do seu país, as maravilhosas (ou não) medidas tomadas e leis aprovadas pelo Sr. Primeiro Ministro são sempre tema de interesse, seja para rir ou para chorar (na maioria das vezes é mesmo o segundo caso).
...

O artigo refere-se a mais um dos engod...projectos do Sr. Engenheiro, denominado de " Licenciamento Zero" no qual é expresso o ardente apelo do PM à cooperação das autarquias e do Estado para fazer proliferar este programa que irá garantir a "existência de um balcão único electrónico "que una Estado e autarquias e que contemple todas as licenças" e evitará o processo burocrático para todos "aqueles que querem montar o seu pequeno negócio" " .

...

Eu li...eu reli...esfreguei os olhos, dei umas chapadas na cara e até verifiquei se estava sóbrio ou não para confirmar que não estava a sonhar...e voltei a apanhar uma depressão...

"Porquê?" - perguntará um dos muitos (ignorantes) seguidores do infame (se é que isso chega para o descrever) Engenheiro Pinócrates (yeah, I said it).

Ora, isso é tudo muito bonito, virar bom samaritano de um dia para o outro ao fim de um mandato completo e provavelmente mais um repleto de episódios de morrer (por dentro) como "Golden Share", ou "OTA", "Freeport"...ou até mesmo o meu favorito que ainda me faz rir até às lágrimas : "150 Mil Postos de Emprego" (se ainda acreditam vão a tempo de saltar da ponte)...mas verdade seja dita...investir em negócios independentes com a Bolsa no declínio que está (mas que mesmo assim faz donativos de milhões de euros à Grécia), criar ainda mais esperaças para DESEMPREGO, em vez de ese esforçar para empregar os MILHÕES de portugueses à espera de trabalho? (E veio dizer no 1º mandato que 11% de Desemprego era inaceitável).


A eliminação de licenças, "muitas delas inúteis e ridículas", segundo afirmou José Sócrates, destina-se ao pequeno comércio, como restaurantes, exploração de máquinas de diversão, venda de bilhetes, e ocupação do espaço público, entre outras. "

Mas que é isto?! Então podemos muito bem ir comer a restaurantes que servem Bifinhos de porco com molho de baratas ou jogar em maquinas que entram em colapso ao fim de um jogo que é fantástico já que o Sector Terciário deve proliferar...

Chego à conclusão que o país está mesmo a descer em espiral...posso afirmar com segurança que tenho primos de 5 anos que podiam ir para lá que acontecia o mesmo que aconteceu com os mandatos do Sr. PM...

Mesmo assim não me chocava se este voltasse para mais um mandato...de tão inteligentes que são os que deram a esmagadora maioria do Branco (o melhor candidato de todos, na minha opinião).

Após 5 anos (temporadas, poder-se-à dizer) desta comédia...está na hora de cancelarmos esta palhaçada...

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Auschwitz


















Na semana passada tive a oportunidade de visitar um lugar...um lugar conhecido pela sua infâmia...
Nesse dia, havia sol, estava um tempo agradável, com uma brisa suave, quando partimos de Cracóvia rumo a Auschwitz I...
A cerca de 20km do lugar, como se maldição se tratasse, chovia, trovejava, os corvos esvoaçavam por perto e acima de tudo, reinava um silêncio macabro e sinistro...
No túmulo de 130000 pessoas, este cenário parece horripilante... numa das salas jaziam 40000 pares de sapatos, cada um pertencente a uma criança que nunca mais voltou a ver a luz do dia...numa outra, 500 latas de veneno usadas, cada uma usada na liquidação de 7500 pessoas de uma só vez... numa outra, 7000 malas de orfãos que nunca mais respirariam...numa outra, toneladas e toneladas de cabelos humanos, usados na tecelagem...numa outra, 500kg de óculos...noutra, toneladas de próteses...
As imagens que falem por si...





Da próxima vez que se queixarem da vossa vida, lavem bem a boca com sabão...vocês não fazem ideia da puta da sorte que têm.
''Aquele que não ouse recordar a história corre o risco de a viver de novo''

ARBEIT MARCH FREI - O trabalho Liberta

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Gripe A - ''controlo'' de espécie ou tentativa de enrriquecimento?






O próprio filme fala por si.
Apesar de não compartilhar totalmente da mesma opinião que esta senhora, tenho que admitir que ela tem razão em grande parte das coisas e sabe muito bem aquilo que diz. Mas a minha opinião não é tão 'macabra', vá, como esta.
Simplesmente creio que toda esta fantochada da Gripe A, não passou apenas de uma tentativa capitalista para fazer o dinheiro fluir.
Ex: Cria-se um virus - espalha-se o virus - usa-se os media para dar uma visão aterrorizante do virus - as pessoas ficam com medo - o medo cresce quando surge um caso de morte de uma criança e de supostos 'abortos'- entretanto surge uma suposta 'vacina' - todos querem a vacina - são importadas cada vez mais vacinas_ Resultado: Os criadores do Virus, da vacina, os hospitais e centros de distribuição e produção irão arrecadar lucros enormíssimos.
O curioso é que nunca mais se ouviu falar da Gripe A depois de então. Ainda existem várias perguntas que requerem resposta.

domingo, 25 de julho de 2010

HAARP

O HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program) é uma investigação financiada pela Força Aérea dos Estados Unidos, a Marinha e a Universidade do Alaska com o propósito oficial de "entender, simular e controlar os processos ionosféricos que poderiam mudar o funcionamento das comunicações e sistemas de vigilância".
Iniciou-se em 1993 para uma série de experiências durante vinte anos. É semelhante a numerosos aquecedores ionosféricos existentes em todo mundo, e tem um grande número de instrumentos de diagnóstico com o objectivo de aperfeiçoar o conhecimento científico da dinâmica ionosférica.
Numa maneira simplificada, o HAARP funciona como se um enorme emissor de rádio se tratasse, porém este tem a capacidade de enviar biliões de Megawats de energia para a atmosfera, dando a posibilidade ao Homem para controlar o clima e se possível, usá-lo como arma, redireccionando essa mesma energia através da atmosfera para qualquer ponto do planeta.
Ora vejamos, desde o Furacão Katrina que não se têm observados incidentes de maior. Todos os furacões desde então foram súbita e inexplicávelmente ''desviados'', fazendo uma curva acentuada ao aproximarem-se da costa americana e regressando ao oceano, em vez de passarem directamente por cima da Flórida, como é normal acontecer.
Porém, no Sudoeste asiático, os furacões têm vindo a aumentar e ondas de calor abrasam inexplicávelmente áreas tão remotas e geladas como a Sibéria ou a Antártica (e claro, depois botam as culpas no aquecimento global!).
Também foram registadas anomalias directamente na atmosfera sobre o HAARP, estando esta mais quente, devido á emissão de grands quantidades de energia.
O poder do Homem sobre a Natureza pode ser a arma mais temível que alguma vez foi criada, e não me admiro que algo como o HAARP, supostamente usado para fins de pesquisa (porém financiados por entidades militares) esteja a ser usada para fins bélicos nos dias de hoje.


''Os Estados Unidos estão criando novas armas geofísicas que podem influenciar a baixa atmosfera terrestre [...] A significação deste salto qualitativo pode ser comparada à transição de armas brancas para armas de fogo, ou de armas convencionais para armas nucleares. Este novo tipo de armas difere dos tipos anteriores à medida que a baixa atmosfera terrestre torna-se objeto directo de influência e um de seus componentes''_Menção Crítica do Parlamento Russo, assinada por 90 deputados incluindo o Presidente Vladimir Putin, em 2002 (fonte: Wikipédia)



algo perturbador, de facto...