sexta-feira, 3 de setembro de 2010

RESCOM





A defesa do espaço aéreo nacional depende da Força Aérea Portuguesa, para isso, foi necessário activar uma unidade de Resgate e combate (RESCOM/CSAR), para dar apoio às tripulações. As operações CSAR são efectuadas por forças devidamente treinadas e apoiadas por uma eficiente estrutura orgânica. As equipas RESCOM-CSAR são uma parte integrante da capacidade CSAR, vital para a concretização desta operação e têm por finalidade a recuperação de tripulantes abatidos em território hostil, ou estar numa situação difícil, para isso, têm que estar equipados e treinados de modo a poderem receber apoio CSAR no teatro de operações.

Para Portugal poder participar nestas operações no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU), ou de qualquer outra organização internacional, é necessário que as Forças Armadas possuam uma RESCOM e estejam devidamente treinadas e equipadas para essa finalidade. Assim, é fundamental reajustar os métodos e a organização à nova realidade, pois é a posição de Portugal na comunidade Internacional que é reforçada ao participar nestas operações de paz, mas é também necessário garantir que se as condições de mediação e de implementação de paz se alterarem para as condições de combate, há a capacidade de desempenhar as novas funções.

O Curso de qualificação RESCOM-CSAR é composto pela seguinte formação:

a. Formação Base.

(1) Curso Sobrevivência;

(2) Curso Fuga Evasão;

(3) Estágio de NBQ;

(4) Estágio Tiro Prático.

b. Qualificação RESCOM-CSAR.

(1) Estágio de operações aéreas especiais, apoio a operações aéreas.

c. Formação Complementar.

(1) Curso de Socorrismo Avançado

(2) Estágio infiltração e exfiltração

(3) Estágio de Montanhismo

(4) Estágio de Sniper

(5) Estágio de Salto de Pára-quedas

(6) Estágio de Demolições

Toda a tripulação de uma aeronave abatida espera que sejam movidos todos os meios ao alcance da organização para a sua recuperação, para isso, a criação de equipas RESCOM-CSAR. Desde a II Guerra Mundial a maioria das Forças Aéreas têm mantido uma capacidade de SAR de tempo de guerra. Esta capacidade é baseada na premissa de que a recuperação em combate é uma acção essencial nas operações aéreas tácticas, sendo as principais componentes.

a. O facto dos tripulantes terem consciência que têm uma boa hipótese de serem recuperados em território hostil, aumenta a sua motivação e consequentemente o seu desempenho nas missões;

b. Negar ao inimigo, as importantes fontes de informações; fazer regressar para reutilização de um recurso humano experiente e critico em combate.

Se a sobrevivência é a arte de permanecer vivo, então a equipa RESCOM-CSAR, será uma equipa do futuro, que com o treino apurado, a aprendizagem dos métodos e procedimentos mais apropriados será o futuro para a recuperação de tripulantes em situação de combate ou em território hostil.




Haverá melhor emprego que este?

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